Tifoniana Ordo Templi Orientis: LAM Workshop do Sadhana da Serpente Lam — Michael Staley

Tifoniana Ordo Templi Orientis
Lam Workshop

e o Sadhana da Serpente Lam

© Por Michael Staley

Esse workshop foi mantido para explorar um ritual que eu tinha recentemente desenvolvido no curso do meu trabalho com Lam. O Sadhana da Serpente Lam foi inspirado por alguns interessantes paralelos com a Cobra de Fogo que eu cheguei a cruzar no Trabalho de Amalantrah, e que pareceu condizer com minhas experiências anteriores. O Sadhana, então, dirigiu Lam como a Cobra de Fogo ou Kundalini.

Existiam vinte ou trinta pessoas atendendo esse workshop. Depois de algumas observações preparativas preliminares de segundo plano para o desenvolvimento dessa aproximação, e explicação do próprio sadhana, nós executamos a prática. O modo que escolhemos foi para eu guiar o ritual; agradavelmente os outros participantes usaram as visualizações e outras evocações sensoriais como apropriado, e vibraram os bijas mantras durante as invocações do chakras. Considerando a falta de preparação que seria usualmente apropriada para um grupo trabalhando dessa complexidade, isso foi muito bem.

O sadhana tem recentemente sido publicado como um artigo no Volume Dois, Número Um da Starfire, junto com um notável desenho por Robert Taylor da Serpente Lam. Desde do workshop de Oxford, ouço de tempos em tempos pessoas que continuaram a trabalhar esse sadhana, com bons resultados. Está em suma, adaptado como um trabalho de grupo. O sadhana como apresentado aqui está em forma de esboço. Isso é o bastante para seu uso imediato, mas existe grandeza de escopo para o aumento e a prática. Isso é como deve ser; a chave para iniciação é imaginação criativa. O iniciado ergue seu Templo de forma material das experiências mágicas e místicas; pouco é para ser ganho da repetição árdua dos rituais criados por outra pessoa, não importa quão nobre o outro poderia ser considerado. Adicionalmente, um ritual se desenvolve quando ele é usado; a experiência leva-nos a amplificar certas avenidas com o tempo, talvez, reduzindo outras. Perspectivas alteram no crescimento da luz.

O que se segue é o sadhana da Serpente Lam como existiu no tempo do workshop.



1. O Sadhana da Serpente Lam

Esse é o segundo de uma série de ensaios surgindo do desenvolvimento de Lam como um Caminho de Iniciação. Os leitores podem relembrar a conclusão do artigo ‘Lam: O Portal’ na quinta edição da Starfire, que Lam não é simplesmente uma entidade, mas um Portal para experiência direta da Gnose. Essa Experiência Direta é a meta do trabalho mágico e místico.

A prova do pudim está no comer. Se Lam tem um potencial semelhante, então este potencial será prontamente extraído. Portanto, novos modos de trabalho com Lam viriam à frente. É nesse espírito que o presente sadhana tem sido desenvolvido, e é oferecido a qualquer um que deseja tenta-lo. Não esperem um brilhante, produto acabado, mas um melhor esboço aproximado que deve ser saciado pelo próprio Iniciado. Como um assunto de interesse, a necessidade pelo hábito e elaboração é o estado com todos rituais e práticas. Mesmo uma prática aparentemente tão simples como o Ritual Menor do Pentagrama é trabalhado diferentemente por cada Iniciado, não importa quão secretamente ele tentará guardar o texto. Isso é porque, aparte das diferenças no gesto e pronunciação, o fulcro repousa nas evocações imaginativas, e essas diferirão consideravelmente de pessoa para pessoa. Mais do que isso: a prática é diferente de um trabalho ao outro. Se essas considerações são verdadeiras para o mais simples ritual, quão mais será assim em casos de outros mais complexos, semelhante ao Reguli e Samekh.

Existe uma outra razão para a aproximação da aplicação de esboços perante a respeitosa presença de nossos leitores – pois não somos gratuitamente necrófilos. Leitores ou propriamente, aqueles que são suficientemente interessados não somente em ler, mas praticar com que eles têm lido – ganharão o máximo benefício de uma prática não por meramente seguir algo delineado, mas pela experimentação e sobre a base de suas experiências adaptando o ritual para servi-los. Essa aproximação é sadia. Contudo Lam surge do Trabalho de Amalantrah, Crowley nunca elaborou o tema. Cabe a nós, portanto, desenvolve-lo por nós mesmos se isto for utilizável para nós.



2. Desenvolvimento desse sadhana

No curso do artigo na quinta edição de Starfire, isso me impressionou de que existia uma possível conexão com a Cobra de Fogo através do nome Lam. Isso é porque ‘LAM’ é o bija-mantra ou som-raíz do Muladhara Chakra, que é a casa da Cobra de Fogo. Na cabeça de Lam, como desenhado por Crowley, existe claramente visível uma estilização do Ajna Chakra. Surgindo da cabeça de Lam está também apresentando uma sombra, uma nascente ou fonte; um dos símbolos associados com o Manipura Chakra é a ‘Fonte de Orvalho’. Embora o contexto não seja precisamente o mesmo, o termo impressionou-me como sendo especialmente encaixado para descrever a sombra.

Muitos meses atrás eu li uma narração de um sonho a qual sugeriu que a cabeça de Lam estava montada sobre o corpo de uma serpente. Imediatamente as conexões delineadas acima se arranjaram. Com a base da minha própria experiência com Lam até agora, existe uma forte conexão com o Sagrado Anjo Guardião tanto quanto com o Æon de Maat. Essas conexões são exploradas no artigo mencionado acima, tanto quanto em uma palestra sobre Lam que conferi em Oxford em Outubro de 1994, e assim eu não a repetirei novamente aqui. A Cobra de Fogo é da mesma ordem de fundamental importância, embora, no retrospecto a conexão da Cobra de Fogo não seja surpreendente.

O próximo passo era desenvolver uma prática baseada sobre uma aproximação com a Cobra de Fogo. Eu evitei exercícios de hatha-yoga que são utilizados na direção, do despertar físico da Cobra de Fogo, e optei em vez disso em uma aproximação que é baseada sobre visualização. Algumas pessoas podem considerar isso uma aproximação diluída e menos poderosa. Contudo, nós queremos que as energias nasçam da Cobra de Fogo em porção para que possamos utiliza-la em nossas Operações, mais do que desatar sua nova energia de uma maneira possivelmente cataclísmica. Muitos de nós são completamente felizes usando o poder da eletricidade em apenas de uma maneira controlada, mais do que conectando-nos diretamente para abastecer – não importando, como ‘sabedoria’, de que podemos conjecturar qual será o resultado. As técnicas do despertar físico, qualificadas no interior da Kundalini Yoga, são melhores aplicadas sob a guia de um instrutor qualificado daquele método.

Para aqueles não familiares com o sistema dos chakras e nadis, existe a afirmativa da existência de um número de chakras e nadis no ‘corpo sutil’ do ser humano. Existe um largo número, mais os mais importantes são os seis chakras listados abaixo, que estão localizados em vários pontos ao longo da coluna vertebral. O Muladhara está na região do períneo, um pouco abaixo da área genital. O Svadhistana está um pouco acima da área genital, o Manipura está entretido na região do umbigo. O Anahata está na região do coração, e o Visuddha está na área da garganta. Finalmente, o Ajna está localizado entre as sobrancelhas, mais ou menos na cabeça da coluna vertebral.

O nadi central é o Sushuma, que está no interior da coluna vertebral. Existem suposições de haver diversos nadis no interior do Sushuma; esses não nos interessa aqui, ainda que os hatha puristas gostem de construir uma percepção desses no sadhana. Dois outros nadis, ida e pingala, são ambos classificados ao lado do Sushuma, cruzando sobre diversos pontos.

Existe um sétimo chakra principal, o Sahashara – a lótus de Mil Pétalas, além do topo da cabeça. Contudo, este não faz parte da anatomia do indivíduo, mas onde a consciência individualizada mergulha na imensidão cósmica, Fora, o Além, ou qualquer que seja a denominação de transcendência que poderíamos cuidadosamente usar. Dentro da hatha-yoga, é aqui que o despertar da Kundalini é fundido na união feliz com Brahma, produzindo o néctar ou décimo sexto digito da lua a fluir. Em outras palavras, essa é a experiência de Samadhi, onde despertamos uma vez novamente para nossa realidade cósmica, pã-dimensional e extraterrestre. Essa Gnose é a meta de todas as disciplinas mágicas e místicas.

A presente passagem, portanto, combina visualização, invocação e mantra. Lam é dirigido como a Cobra de Fogo com a cabeça de Lam, enroscada três-voltas-e-meia dormindo envolta do Shivalingam, no Muladhara Chakra na base do Sushuma, o nadi que está localizado dentro da coluna vertebral. A visualização fundamental é aquela da Serpente Lam, a Serpente com a cabeça de Lam. A Serpente Lam é levada para o alto ao longo do Sushuma, pausando em cada Chakra para invocação e reverberação do bija-mantra apropriado para aquele Chakra. Finalmente, o topo do Sushuma é obtido no Ajna Chakra, e a Serpente Lam surge através do Sahashara Chakra e além, na imensidão cósmica.

As invocações de cada Chakra têm sido breves, embora indicados por via de correspondências etc. para cada específico Chakra. Por exemplo, o sentido do olfato é atribuído ao Muladhara por via do Tattwa da Terra; o paladar para o Svadhistana através da lua crescente branca, etc. A Serpente Lam sobe ao longo do Sushuma através dos chakras alternativamente, cada um dos quais é vivificado no processo, se tornando mais claro e mais forte em sua visualização – cores, número de pétalas, etc. A Serpente Lam deve ser claramente sentida em seu progresso ao longo do Sushuma, usando todos os sentidos para auxiliar essa evocação. Sensações e imagens de ondulação, desdobramento, serpenteando adiante, etc., são de grande ajuda aqui. Os bija-mantras devem ser vibrados no chakra apropriado. Isto é, apesar de vocalizado, seus centros de atividade devem ser focados firmemente no chakra, de onde o mantra reverbera para fora. Suas funções são para assistir no despertar daquele chakra particular. Quanto mais ressonante e rica for à vibração do bija-mantra, mais poderoso será o efeito.

Desse modo, a Serpente Lam estende-se adiante, desdobrando-se no seu comprimento ondulante do Muladhara ao Ajna. Nesse ponto ela pausa sobre a margem; o Iniciado deve usar essa pausa para fortalecer a percepção de sua presença. O Sahashara não é muito um chakra individual, como os outros seis, mas o portal para imensidão cósmica ou Além. A Serpente Lam ondula adiante através desse portal e encapela na imensidão cósmica; a fonte de orvalho superabunda, chovendo através de todo espaço, todo tempo, toda dimensão, toda existência – onipresente, pã-dimensional. Esse é o momento da Gnose, da eternidade, do samadhi; a consciência não é mais individual, mas universal. No processo, o ‘momento’ é ‘eterno’; o ponto está em todo lugar.

Então, existe um retorno a individualidade. A consciência novamente se coagula, centrando em volta do Sahashara, se condensado. Quando ela novamente entra no corpo, a sua jornada desce pelo Sushuma até a base da espinha, em cada chakra o bija-mantra é vibrado cada vez que ela passa, para selar sua descida. Então, quando o Muladhara juntou-se a ela, o bija-mantra ‘LAM’ é entoado juntamente com o bater das mãos, para assinalar a aterrisagem. Esse retorno pode ser bem elaborado pelo Iniciado no inverso da subida.



3. A Estrutura do sadhana da Serpente Lam

O Iniciado abre com o Ritual Menor do Pentagrama. Isso é seguido pela Invocação do Ritual Menor do Hexagrama, usando o hexagrama da Terra em cada quadrante. Essa seção pode ser é claro substituída por qualquer outro estilo de banimento que o Iniciado possa preferir.

Então se segue uma declamação celebrando Lam, para abrir o Trabalho apropriado:


Lam! Tu que és a Voz do Silêncio!
Glifo de Hoo-paar-Kraat!
O ente-anão, o Deus Oculto!
O Portal para o Æon de Maat!
Eu evoco a Ti! Eu evoco a Ti!
Com o mantra Talam Malat, Talam Malat...

Agora visualize Lam como Kundalini-Shakti, enroscada na base da coluna. A visualização é de uma Serpente com a cabeça de Lam. Despenda alguns minutos nessa visualização da Serpente Lam, proceda para despertá-la pela vibração do bija-mantra LAM por alguns minutos, até a Cobra se mexer. Então entoe a invocação desse chakra:


LAM!
Que habitas no Muladhara Chakra,
Que estás enroscada três voltas e meia;
Tu que és como a Kundalini-Shakti,
Criadora e Sustentadora de mundos;
Que és iluminada adiante nas brumas amarelas,
Que és o continuum dos perfumes,
Eu adoro a Ti!
Desperte! Suba! Ondule adiante ao longo do Sushuma!
LAM! LAM! LAM! LAM!

A Serpente Lam ascende o sushuma lentamente, vértebra por vértebra, até ela chegar ao Svadhistana Chakra. O bija-mantra VAM é vibrado; então uma invocação é entoada:


VAM!
Tu levantas-te para o Svadhistana Chakra,
Que evocas os alvos filamentos da sensação,
Que impregnas o paladar com delicado sabor,
Que estás sombreado adiante no crescente.
Bela Serpente Lam.
Cujo cintilante e ondulante comprimento da onda que segue adiante!
Eu adoro a Ti!
VAM! VAM! VAM! VAM!

A Serpente Lam ascendendo lentamente, como antes, para a região do Manipura Chakra – o plexo solar. O bija-mantra RAM é vibrado, e a invocação entoada:


RAM!
Em silêncioTu subis-te, para o Manipura,
Serpente vermelha que desliza ao longo do Sushuma,
Cujas escalas brilham e
Vibrante e cintilante;
Que confere o aumento das visões,
Que estás glifado no triângulo,
Eu adoro a Ti!
RAM! RAM! RAM! RAM!

A Serpente Lam agora ascende à região do Anahata Chakra, o coração. O bija-mantra YAM é vibrado, e a invocação entoada:


YAM!
Tu penetras-te o Anahata,
Um penetrante arco-íris de contato,
Enfumaçado com a qualidade sensual do palpável,
Que és os seis lados do hexágono,
Eu adoro a Ti!
Gloriosa Serpente,
Cujo veneno confere Iluminação,
YAM! YAM! YAM! YAM!

A Serpente Lam continua sua ascensão, atingindo o Visuddha Chakra, a região da garganta. O bija-mantra HAM é vibrado; a invocação:


HAM!
Tu sobes ao Visuddha,
Um caleidoscópio de sons ecoando através dos nadis,
O brilho do clarão de iluminação,
Que és o círculo,
Eu adoro a Ti!
Sempre mais forte é tua ondulante vaga,
Sempre mais intoxica com seus rápidos golpes laterais.
HAM! HAM! HAM! HAM!

A Serpente Lam ascende ao Ajna Chakra, a região entre os olhos na raiz do nariz. O bija-mantra OM é vibrado; a invocação:


OM!
O Ajna Chakra é alcançado,
Tu cujo vôo para o alto está além da cor e da forma,
Que estás na sutileza e claridade do manas,
Que és a congruência dos sentidos,
E a transcendência deles,
Eu adoro a Ti!
OM! OM! OM! OM!

A Serpente Lam agora parte para o alto, e ondula para a imensidão cósmica, pã-dimensional, todo-espaço, todo-tempo.


Tu, que ondulas adiante para o Sahashara Chakra,
Que jorra como uma cascata por todo Espaço e Tempo,
A Fonte de Orvalho que é Sat-Chit-Ananda,
Ser-Consciência-Felicidade,
Eternamente e infinitamente reverberante,
Cujo mantra é o continuum da existência,
A pericorese do indivíduo com o universo.
A Fonte de orvalho explode adiante, transbordando,
Derramando através de todo o espaço, todo o tempo, toda a dimensão,
Em um convulsivo orgasmo de Felicidade,
Infundindo o oceano.
OLALAM IMAL TUTULU!



4. Consolidação

O que tem sido munido no decorrer desse artigo é o esqueleto do sadhana da Serpente Lam. A carne tem de ser desenvolvida pelo Iniciado na luz de sua própria iniciação. Antes de continuarmos a considerar esse ponto em maiores detalhes, deixe-nos considerar primeiro todo tempero que esse sadhana concede, que é o sistema de chakras.

O sadhana utiliza as correspondências básicas associadas com cada chakra. Essas correspondências podem ser recolhidas de, por exemplo, The Serpent Power, por Sir John Woodroffe. Uma das mais básicas correspondências são as seguintes:

Chakra

Cor

Pétalas

Tattva

Sentidos

Muladhara

Vermelho

 4

Quadrado Amarelo

Olfato

Svadhistana

Vermelhão

 6

Crescente Branca

Tato

Manipura

Matizado com Chuviscos

10

Triangulo Vermelho

Visão

Anahata

Vermelhão

12

Hexagrama Esfumaçado

Toque / Sensação

Visuddha

Púrpura Esfumaçado

16

Círculo Branco

Som

Ajna

--

 2

--

Mente

Cada chakra tem seu próprio sentido, cor forma, etc. assinalando-o. A idéia das invocações é, portanto, intensificar a experiência pela utilização de uma variedade de correspondências. No Muladhara Chakra, por exemplo, poderíamos visualizar o chakra com quatro pétalas vermelhas, dentro do qual está o quadrado amarelo. No interior dele visualizamos a Serpente Lam, enroscada três voltas e meia em torno do shivalingan ou base da coluna. Poderíamos estimular o sentido do olfato imaginando ricos perfumes. Usamos as correspondências no Svadisthana e nos chakras subseqüentes em forma similar. Existem outras correspondências, em adição os tópicos citados acima, que podem ser usados; esses podem ser encontrados dos textos como The Serpent Power ou The Garland of Letters de Woodroffe. Essas correspondências podem também ser construídas na invocação, para reforçar a evocação em vários sentidos. Essa é a melhor deixa para a criatividade e imaginação do Iniciado.

Tal imaginação não deve ser restrita aos chakras. Quando a Serpente Lam desperta e percorre ao longo do sushuma, qual o impacto que ela tem sobre o complexo corpo-mente? Existem muitas mudanças na consciência? Sinta suas poderosas ondulantes vagas; ouça seu sibilo quando ela sobe; veja suas escalas tremulas e cintilante; cheire e tateie o divino néctar a qual seu progresso em direção ao Sahashara incita. Muitos magistas têm uma inclinação em direção à visualização em seus trabalhos de imaginação; aperfeiçoando a experiência pelo envolvimento de todos os sentidos nos quais desse modo se tornará uma gloriosa, intoxicante sinestesia [1].

A repetição tem uma positiva regra no jogo aqui. As invocações não pretendem ser elegantes, partes literárias – embora para o Iniciado que tenha uma disposição literária isso poderia talvez ser útil – mais peças para fazer um trabalho específico. Este trabalho é uma amplificação para um incremento da evocação da serpente Lam. A repetição, por exemplo, a elevação, ondulante sensação da Serpente Lam quando ela percorre ao longo do sushuma aperfeiçoará a experiência e reforçará o impacto. Quanto mais forte e mais vívida a evocação da Serpente Lam é, melhor será a prática.

Quando o Ajna Chakra for alcançado, o iniciado pausará por um momento, fortalecendo e consolidando a presença da Serpente Lam. Então, ao final deve se chocar no Sahashara e Além. Nesse estágio a chamada ‘OLALAMIMAL TUTULU’ é lançada. Essa chamada aparece no sétimo capítulo do Liber VII de Crowley, recebido em 1907. Em parte alguma Crowley comenta sobre essa chamada, assim conferindo liberdade para seu uso. Notamos a presença de LAM e LAMA nas primeiras duas palavras, se bem que invertido; como a terceira palavra sugere Cthulhu. Existe paralelo entre Cthulhu e Kundalini-shakti: ambas são mascaras para as energias dinâmicas da consciência, a função do qual destrói a desilusão da consciência individual. ‘Cthulhu repousa sonhando...’, e assim faz a shakti. Em seu sonho que eleva ao lila, o jogo da manifestação. Em seu despertar e ascensão ao Sahashara que é o relembrar da realidade, a dissolução da separação. A consciência percorre o universo, livre, solta; não mais restrita e individual; mas cósmica.

O iniciado não deve esperar um instante de iluminação desse sadhana, ainda que esperamos que exista. É, entretanto, um passo a mais no caminho, e um passo que tem provado ser útil para o autor desse artigo. É apresentado aqui para favorecer o refinamento e adaptação; isso poderia sugerir outras avenidas de acesso. O iniciado deve forjar suas próprias armas. Em conclusão, o autor estaria extremamente interessado em ouvir das experiências de outros em trabalho com Lam.


Com permissão:
STARFIRE  II,1, 1996
BCM Starfire
London WC1N 3XX
England
Starfire — Magazine of the Typhonian Order — 2-1

Nota do Tradutor:

[1] Sensação secundária, despertada por outra, vinda por outro sentido.

© Tradução de Cláudio Carvalho – 2003, from Sociedade Lamatronika

Original: THE LAM-SERPENT SADHANA
Russian translation: МАЙКЛ СТЭЙЛИ: САДХАНА ЗМЕЯ-ЛАМА

Michael Staley: The Image of LAM


Tradução Portuguesa

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P.R. Koenig: Os Espermo-Gnósticos e a Ordo Templi Orientis
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Bibliographic Note and Addendum to "Letter to a Brazilian Mason by Marcelo Ramos Motta"
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Marcelo Ramos Motta: The Development of a Secret Society in America in the Years 1957-2000 e.V.
Marcelo Motta palavras com Euclydes Lacerda de Almeida, 18 de dezembro de 1973
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Michael Staley, 2003: "There is no Brazilian "Typhonian O.T.O."; nor is there likely to be. No-one is authorised to act on our behalf, no-one has our blessing. All such claims are fraudulent."
Kenneth Grant's official statement "Concerning New Isis Lodge O.T.O.", dated October 1999.
Michael Staley, 2003: "Não existe "Typhonian O.T.O." Brasileira; nem nada semelhante a isto. Ninguém está autorizado a representá-la em nosso nome, ninguém tem nossa benção. Todas e quaisquer alegações são fraudulentas."



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